Era dia…?

O Que Sobrou do Céu

O, la lá, o la lá, ê ah
O, la lá, o la lá, ê ê

O, la lá, o la lá, ê ê ah
O, la lá, o la lá, ê ê

Faltou luz mas era dia, o sol invadiu a sala
Fez da TV um espelho refletindo o que a gente esquecia

Faltou luz mas era dia… di-ia
Faltou luz mas era dia, dia, dia

O som das crianças brincando nas ruas
Como se fosse um quintal
A cerveja gelada na esquina
Como se espantasse o mal

O chá pra curar esta azia
Um bom chá pra curar esta azia
Todas as ciências de baixa tecnologia
Todas as cores escondidas nas nuvens da rotina

Pra gente ver… por entre prédios e nós…
Pra gente ver… o que sobrou do céu… o la lá

Quando a musica fala de vê na Tv o reflexo do que agente esquecia, está a falar também de nossas próprias vidas,afinal quando desliga-se a televisão reflete-se nossa propria imagem na tela. isso é claro no restante da música, quando critica as pessoas que bebem por achar que a bebida irá afastar os males da vida, mas que esquecem que isso muitas vezes só piora o problema e que você está esquecendo de viver a vida e aproveitar as boas coisas que ela tem pra oferecer. fala-se também de toda modernidade, dos grandes edifícios e monumentos e o esquecimento do homem pela Natureza (o que sobrou do céu) afinal o que vale hoje em dia é o poder e a ganância, além da “sensação de comodidade” que se tem ao procurar modernizar tudo e diminuir o trabalho físico do homem. tudo isso é claro por exemplo nestas reuniões que se fazem pra diminuir a poluição no planeta e cuidar melhor do nosso planeta, porém a ganância fala mais alta e nunca chega-se em um acordo. A letra trata realmente de todas as coisas que deixamos pra trás. Mas não é relativo somente a TV e a alienação causada por ela. A TV é só uma figura usada pra ilustrar a questão.

O ponto maior é a prisão em que as pessoas se encarceram graças à rotina diária, tanto de trabalho, estudo ou o que quer que seja, que as impede de ver o mundo.
O título chega a ser absurdo de tão genial “O que sobrou do céu”.

“Pra gente ver… por entre prédios e nós…
Pra gente ver… o que sobrou do céu… o la lá”

Chega a pular pra fora da imaginação essa ilustração presente neste trecho. Me imagino em uma rua de uma grande cidade, olhando pra cima e vendo só um pedaço pequeno do céu emoldurado pelos prédios gigantescos.

É uma critica ao trabalhar por trabalhar, crescer por crescer, alimentar um ciclo, ai sim, alienado esquecendo de todo o resto.

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